quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
CASTELO DO DRÁCULA E SEUS MISTÉRIOS
Histórias de vampiro voltaram a fazer sucesso com a saca Crepúsculo, mas um personagem importante da literatura já deu fama aos "bebedores de sangue" desde 1897, quando Bram Stocker lançou o conto sobre sua história: Drácula. Embora poucos saibam, ele realmente existiu, mas não tinha nada de vampiro. Na verdade, Vlad III foi o imperador da Wallaquia, na Transilvânia (Romênia) e ficou conhecido por empalar seus inimigos.
Nascido em 1431 em Sighiosara, uma cidade medieval, Vlad III adotou o sobrenome "Draculea" em homenagem a seu pai, Vlad II, que era um cavaleiro Cristão da Ordem dos Dragões (draco em latim e diabo em romeno). Ambos, pai e filho, lutaram contra os turcos e o Império Otomano.
Vlad III acreditava que apenas com disciplina e trabalho seu reino prosperaria e, para atingir seus objetivos, lançou mão de métodos cruéis de punição. Preguiçosos, desonestos e inimigos eram empalados vivos. Temido por seus inimigos, o rei era considerado um herói para seu povo e morreu durante uma batalha em Bucareste, em 1476. Drácula virou lenda e atrai diversos turistas à Transilvânia todos os anos, curiosos para saber como era sua vida.
O castelo de Bran, na Brasóvia, foi sua morada e serviu de residência para outros reis romenos, atualmente, é um museu aberto a visitações. Há linhas de ônibus que saem da Brasóvia e seguem para o castelo diariamente a cada meia hora e custa 1,20 euros (R$ 2,77). Entre maio e setembro, o castelo abre das 9 às 18 horas de terça a domingos e, às segundas, das 12 às 18 horas; de 1 de outubro a 30 de abril, o horário de visitação é até às 16 horas. O ingresso custa 20 Leu (moeda romena, equivalente a R$ 11,05), incluindo uma taxa para fotografias; estudantes pagam meia, crianças pagam apenas 5 Leu (R$ 2,76) e idosos com mais de 65 anos, 15 Leu (R$ 8,30). Deficientes físicos têm entrada gratuita. Os preços são de junho de 2011 e podem sofrer alteração.
Vlad III nasceu em 1431 e morreu em 1476. Foi o rei da Wallaquia e ficou conhecido por empalar seus inimigos. Por causa da crueldade, inspirou Bram Stocker a escrever a história do Conde Drácula em 1897
A vila onde o rei nasceu ainda está de pé em Sighisoara e é ponto turístico da região
Uma placa marca a residência na qual Vlad Dracul nasceu e viveu entre 1431 e 1435
Atualmente o castelo, que também foi residência de outros reis, é um museu que recebe visitações
O castelo de Bran, na Brasóvia
O Castelo de Bran, também conhecido como Castelo de Drácula, possui diversos labirintos e cômodos
O castelo possui móveis, objetos decorativos e até mesmo retratos e roupas de diversos reis que viveram ali
O ingresso permite conhecer os cômodos do castelo e há uma taxa para poder fotografar seu interior francieleschmitt.com
Nascido em 1431 em Sighiosara, uma cidade medieval, Vlad III adotou o sobrenome "Draculea" em homenagem a seu pai, Vlad II, que era um cavaleiro Cristão da Ordem dos Dragões (draco em latim e diabo em romeno). Ambos, pai e filho, lutaram contra os turcos e o Império Otomano.
Vlad III acreditava que apenas com disciplina e trabalho seu reino prosperaria e, para atingir seus objetivos, lançou mão de métodos cruéis de punição. Preguiçosos, desonestos e inimigos eram empalados vivos. Temido por seus inimigos, o rei era considerado um herói para seu povo e morreu durante uma batalha em Bucareste, em 1476. Drácula virou lenda e atrai diversos turistas à Transilvânia todos os anos, curiosos para saber como era sua vida.
O castelo de Bran, na Brasóvia, foi sua morada e serviu de residência para outros reis romenos, atualmente, é um museu aberto a visitações. Há linhas de ônibus que saem da Brasóvia e seguem para o castelo diariamente a cada meia hora e custa 1,20 euros (R$ 2,77). Entre maio e setembro, o castelo abre das 9 às 18 horas de terça a domingos e, às segundas, das 12 às 18 horas; de 1 de outubro a 30 de abril, o horário de visitação é até às 16 horas. O ingresso custa 20 Leu (moeda romena, equivalente a R$ 11,05), incluindo uma taxa para fotografias; estudantes pagam meia, crianças pagam apenas 5 Leu (R$ 2,76) e idosos com mais de 65 anos, 15 Leu (R$ 8,30). Deficientes físicos têm entrada gratuita. Os preços são de junho de 2011 e podem sofrer alteração.
O castelo de Bran fica na Brasóvia e tem até um site oficial. Anualmente diversos festivais são realizados em suas dependências, como a festa de Halloween.
Vlad III nasceu em 1431 e morreu em 1476. Foi o rei da Wallaquia e ficou conhecido por empalar seus inimigos. Por causa da crueldade, inspirou Bram Stocker a escrever a história do Conde Drácula em 1897
A vila onde o rei nasceu ainda está de pé em Sighisoara e é ponto turístico da região
Uma placa marca a residência na qual Vlad Dracul nasceu e viveu entre 1431 e 1435
Atualmente o castelo, que também foi residência de outros reis, é um museu que recebe visitações
O castelo de Bran, na Brasóvia
O Castelo de Bran, também conhecido como Castelo de Drácula, possui diversos labirintos e cômodos
O castelo possui móveis, objetos decorativos e até mesmo retratos e roupas de diversos reis que viveram ali
O ingresso permite conhecer os cômodos do castelo e há uma taxa para poder fotografar seu interior francieleschmitt.com
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
O Vampiro de Quatro Mil Anos
REPUBLICA CHECA, JULHO DE 2008. A TN - TV NOVA online checa publicou o texto e o vídeo da reportagem: Arqueólogos do East Bohemian Museum, na região de Pardubice[http://pt.wikipedia.org/wiki/Pardubice] (situada à margem do rio Elba), durante escavações em um povoado (pouco mais de mil almas em 2010) - chamado Mikulovice ] - encontraram uma sepultura da Idade do Bronze. Com idade estimada em 4 mil anos, seu igualmente milenar ocupante foi, segundo indícios, um vampiro.
Os cientistas chegaram a esta conclusão porque o sepultamento apresenta características ao chamado "enterro antivampiro", ou seja, medidas preventivas são tomadas para que o morto não se levante. O corpo foi enterrado com duas pesadas pedras, colocada, uma no topo cabeça e outra, sobre o peito a fim de que, despertando, o amaldiçoado não possa se levantar e sair da tumba.
O achado do "Vampiro de 4 mil anos" pode ser uma evidência significativa do quanto é antiga é a crença nestes seres, hematófagos sobrenaturais e como uma tradição pode atravessar as Eras históricas e chegar à atualidade.
O costume de usar grandes pedras, colocando-as sobre o peito de um defunto (a) para deter sua transformação - e retorno, ao mundo dos vivos - como de um vampiro, esse costume, foi preservado até os dias mais recentes da contemporaneidade e, em alguns lugares, onde a crença permanece, essa prática não é de todo descartada.
VAMPIROS: UMA LINHAGEM, UMA RAÇA
Os cientistas chegaram a esta conclusão porque o sepultamento apresenta características ao chamado "enterro antivampiro", ou seja, medidas preventivas são tomadas para que o morto não se levante. O corpo foi enterrado com duas pesadas pedras, colocada, uma no topo cabeça e outra, sobre o peito a fim de que, despertando, o amaldiçoado não possa se levantar e sair da tumba.
O achado do "Vampiro de 4 mil anos" pode ser uma evidência significativa do quanto é antiga é a crença nestes seres, hematófagos sobrenaturais e como uma tradição pode atravessar as Eras históricas e chegar à atualidade.
O costume de usar grandes pedras, colocando-as sobre o peito de um defunto (a) para deter sua transformação - e retorno, ao mundo dos vivos - como de um vampiro, esse costume, foi preservado até os dias mais recentes da contemporaneidade e, em alguns lugares, onde a crença permanece, essa prática não é de todo descartada.
VAMPIROS: UMA LINHAGEM, UMA RAÇA
Representação de um vampiro do leste europeu
Além disso, considerando o Vampirismo como um fenômeno real, possível, sobrenatural ou não, essa descoberta estabeleceria uma antiguidade de 4 mil anos para a linhagem dos Humanos Hematófagos Mortos-Vivos, Mortos-Que-Andam, criaturas cujo coração não pulsa e cuja única necessidade vital é ingerir o sangue dos seres humanos.
A origem de tal linhagem poderia, então, ser ainda mais antiga, chegando perto da parábola esotérica de que todos os Vampiros deste planeta são descendentes de um patriarca, gerador de um único clã matriz de todos os não-mortos sangue-sugas.
Além disso, considerando o Vampirismo como um fenômeno real, possível, sobrenatural ou não, essa descoberta estabeleceria uma antiguidade de 4 mil anos para a linhagem dos Humanos Hematófagos Mortos-Vivos, Mortos-Que-Andam, criaturas cujo coração não pulsa e cuja única necessidade vital é ingerir o sangue dos seres humanos.
A origem de tal linhagem poderia, então, ser ainda mais antiga, chegando perto da parábola esotérica de que todos os Vampiros deste planeta são descendentes de um patriarca, gerador de um único clã matriz de todos os não-mortos sangue-sugas.
Porque no contexto das Ciências Ocultas os Vampiros são considerados os herdeiros de Caim e CAIM, por sua vez, é o arquétipo de toda uma Raça de Humanos caracterizados pela longevidade baseada em uma alimentação exclusivamente antropo-hematófaga.
Os Cainitas, em esoterismo não são adeptos de um culto. Antes, são uma Raça, a expressão de uma genética específica cuja principal característica é o apetite exclusivo e compulsivo por sangue humano.
Segundo os antropólogos, túmulo do Vampiro de 4 Mil Anos guardou sinais inequívocos de que, na comunidade em que viveu, era tido como um ser vampiresco ou, ao menos, capaz de levantar-se da tumba. Procedimentos específicos foram realizados para manter o cadáver na cova.
O homem estava enterrado em um local distante dos outros túmulos do mesmo período e o esqueleto (ou, o corpo, há 4 mil anos), foi sobrecarregado com pedras para impedi-lo de "voltar" e assombrar os vivos.
CONEXÃO CELTA
Os anais históricos registram que o único povo que possuía rituais fúnebres contra o Vampirismo naquela época remota era o povo Irlandês da Antiguidade. Então, o reino irlandês de Dalriada estendia-se desde a atual Irlanda do Norte até a Escócia Ocidental.
O curador do East Bohemia Museum, Radko Sedlacek, comentou: Temendo que ele (o morto) pudesse voltar do túmulo, o cadáver foi "equipado" para sua viagem final sobrecarregado com uma enorme pedra em seu peito e outra na cabeça. Somente os corpos das pessoas consideradas vampiros recebiam esse tratamento.
Esse antigo ritual foi praticado entre aqueles irlandeses até o século XVII (anos 1600): usar pedras grandes para segurar os cadáveres de suspeitos de serem ou virem a se tronar Dearg-gul, vampiro.
Em 2008, o achado deste "vampiro" foi chamado, em muitas reportagens, de "Conexão Celta". Conexão cultural entre a Bohemia e Irlanda, sugerindo a migração de tribos celtas ou, os bohemios teriam levado o mito e as tradições sobre vampiros para as Ilhas Britânicas.
Os antropólogos também cogitam na possibilidade de que certos grupos proto-celtas (primitivos mesmo) tenham praticado o canibalismo, aterrorizando outras comunidades que repudiaram (ou já haviam superado) esse grau de selvageria. Há teóricos que, nesse e em outros casos, atribuem o canibalismo, entre outras origens, a pura necessidade. Fome, provocada por colheitas escassas, falta de caça...
Radko Sedlacek observa que o movimento migratório ocorreu, de fato, de leste para oeste e o Vampiro de Mikulivice seria uma evidência a mais desse movimento. Seu túmulo, é o mais antigo túmulo um suposto vampiro já encontrado em solo europeu.
Os Cainitas, em esoterismo não são adeptos de um culto. Antes, são uma Raça, a expressão de uma genética específica cuja principal característica é o apetite exclusivo e compulsivo por sangue humano.
Segundo os antropólogos, túmulo do Vampiro de 4 Mil Anos guardou sinais inequívocos de que, na comunidade em que viveu, era tido como um ser vampiresco ou, ao menos, capaz de levantar-se da tumba. Procedimentos específicos foram realizados para manter o cadáver na cova.
O homem estava enterrado em um local distante dos outros túmulos do mesmo período e o esqueleto (ou, o corpo, há 4 mil anos), foi sobrecarregado com pedras para impedi-lo de "voltar" e assombrar os vivos.
CONEXÃO CELTA
Os anais históricos registram que o único povo que possuía rituais fúnebres contra o Vampirismo naquela época remota era o povo Irlandês da Antiguidade. Então, o reino irlandês de Dalriada estendia-se desde a atual Irlanda do Norte até a Escócia Ocidental.
O curador do East Bohemia Museum, Radko Sedlacek, comentou: Temendo que ele (o morto) pudesse voltar do túmulo, o cadáver foi "equipado" para sua viagem final sobrecarregado com uma enorme pedra em seu peito e outra na cabeça. Somente os corpos das pessoas consideradas vampiros recebiam esse tratamento.
Esse antigo ritual foi praticado entre aqueles irlandeses até o século XVII (anos 1600): usar pedras grandes para segurar os cadáveres de suspeitos de serem ou virem a se tronar Dearg-gul, vampiro.
Em 2008, o achado deste "vampiro" foi chamado, em muitas reportagens, de "Conexão Celta". Conexão cultural entre a Bohemia e Irlanda, sugerindo a migração de tribos celtas ou, os bohemios teriam levado o mito e as tradições sobre vampiros para as Ilhas Britânicas.
Os antropólogos também cogitam na possibilidade de que certos grupos proto-celtas (primitivos mesmo) tenham praticado o canibalismo, aterrorizando outras comunidades que repudiaram (ou já haviam superado) esse grau de selvageria. Há teóricos que, nesse e em outros casos, atribuem o canibalismo, entre outras origens, a pura necessidade. Fome, provocada por colheitas escassas, falta de caça...
Radko Sedlacek observa que o movimento migratório ocorreu, de fato, de leste para oeste e o Vampiro de Mikulivice seria uma evidência a mais desse movimento. Seu túmulo, é o mais antigo túmulo um suposto vampiro já encontrado em solo europeu.
O CEMITÉRIO DE CELAKOVICE
Cemitério de vampiros, em Celakovice
IMAGEM: RADIO PRAHA/REPÚBLICA CHECA,
IMAGEM: RADIO PRAHA/REPÚBLICA CHECA,
Em 1966, o arqueólogo Jaroslav Spacek diretor do Celakovice's Museum (em 2004), foi chamado para examinar um conjunto de sepulturas "incomuns", descobertas durante os trabalhos de uma construção.
Localizadas 30 km ao norte de Praga (capital da República Checa), datadas entre os séculos X e XI (anos 900 e 1000 d.C.) - elas faziam parte de um único cemitério de vampiros. O lugar ficou conhecido como o Cemitério de Celakovice. Na época, Jaroslav Spacek relatou:
Todos os esqueletos, enterrados em covas separadas, mostravam sinais indicativos de rituais anti-vampiros. Alguns foram "ancorados" no solo (com peso, pedras); outros, tinham um prego enfiado na têmpora; foram amarrados ou, de alguma outra maneira, imobilizados ou tinham suas cabeças cortadas e enfiadas para baixo, de modo que não pudessem ver nem encontrar o caminho de volta para o mundo dos vivos. Esses notáveis rituais indicam que esses defuntos eram algo como fantasmas aos olhos daqueles povos (e ainda) na Idade Média.sofadasala-noticias.com
Todos os esqueletos, enterrados em covas separadas, mostravam sinais indicativos de rituais anti-vampiros. Alguns foram "ancorados" no solo (com peso, pedras); outros, tinham um prego enfiado na têmpora; foram amarrados ou, de alguma outra maneira, imobilizados ou tinham suas cabeças cortadas e enfiadas para baixo, de modo que não pudessem ver nem encontrar o caminho de volta para o mundo dos vivos. Esses notáveis rituais indicam que esses defuntos eram algo como fantasmas aos olhos daqueles povos (e ainda) na Idade Média.sofadasala-noticias.com
Túmulo de “vampiro” é encontrado na Bulgária
Um esqueleto encontrado por arqueólogos possui sinais de ‘antivampirismo’, rituais comuns na Idade Média
Um túmulo de um ‘vampiro’ foi encontrado pelo arqueólogo chamado de “Indiana Jones da Bulgária” na última semana. Na quinta-feira, o cientista Nikolai Ovcharov disse que a descoberta se trata de um esqueleto bem conservado de um homem que teria vivido no século XIII. O esqueleto foi achado com uma espécie de estaca de ferro atravessada no peito – onde ficaria o coração. As informações são do The Telegraph.
O arqueólogo tem dedicado sua vida para encontrar mistérios de civilizações anciãs; ele considera que a descoberta feita durante as escavações próximas às ruínas de Perperikon, uma cidade da Trácia antiga, localizada ao sul da Bulgária na fronteira com a Grécia, se trata de uma “sepultura de vampiro”, pois era costume enfiar essa barra de ferro no peito de pessoas ruins, para que não retornassem à vida e fizessem mal às pessoas.
O esqueleto apresenta uma espécie de estaca de ferro que atravessa o peito do "vampiro"
Foto: Twitter
“Não temos dúvidas de que encontramos mais um caso de ritual antivampiro. Esse costume também era aplicado em circunstâncias em que as pessoas morriam de forma incomum, como um suicídio", explicou Ovcharov.
O túmulo parece ser de um homem entre 40 e 50 anos e o esqueleto está bem conservado. A estaca tem aproximadamente 2 quilos e a perna esquerda teria sido removida e colocada ao lado do corpo durante o ritual.
A cidade de Perperikon teria sido habitada desde 5000 a.C, mas só foi descoberta há 20 anos, onde é acreditado ser o local do Templo de Dionísio - o deus grego do vinho e da fertilidade. Este esqueleto encontrado no local possui as mesmas características de outros “vampiros” achados em 2012 e 2013 – na cidade litorânea de Sozopol, a 320 km dali. terra.com.br
domingo, 21 de setembro de 2014
Vampiros: a história real

Vampiros são um tópico popular nas artes e literatura. Mesmo atualmente, existem muitos autores, como Stephen Meyer, Anne Rice, Stephen King e outros que mantêm o interesse nessas criaturas vivo, graças a suas obras de ficção.
Mas o que há de real por trás das histórias de vampiro? De onde veio essa lenda?
Origens
O mais famoso deles é Drácula, do romance homônimo de Bram Stoker, mas quem procura por um Drácula “real”, geralmente ouve falar de um certo príncipe romeno, Vlad Tepes (1431-1476), que teria inspirado o escritor.
Só que Tepes só é vampiro para o ocidente. Na Romênia, ele é visto como umherói nacional, também chamado de Vlad Dracula (“filho do dragão”), graças ao seu pai, que era membro da Ordem do Dragão, cavaleiros que protegiam o cristianismo e defendiam o império dos ataques dos turcos otomanos.
Mas os vampiros que as pessoas estão mais familiarizados são fantasmas – cadáveres humanos que “voltam” da tumba para prejudicar os vivos.
Estes vampiros, por sua vez, têm origem eslava de pouco mais de cem anos. Ainda assim, há outras versões muito mais antigas, de vampiros que não eram imaginados como humanos, e sim como criaturas sobrenaturais, possivelmente demônios, entidades que não eram semelhantes a nós.
Matthew Beresford, autor de “From Demons to Dracula: The Creation of the Modern Vampire Myth” (“De Demônios à Drácula: A Criação do Mito Moderno dos Vampiros”) aponta que o mito do vampiro nasceu no mundo antigo, e é impossível provar quando foi que surgiu pela primeira vez.
Alguns autores sugerem que os vampiros apareceram com a feitiçaria no Egito, como um “demônio” que teria sido convocado para este mundo, vindo de outro.
A dificuldade de determinar um ponto de origem aumenta porque existem muitas variedades de vampiros, entre eles os vampiros asiáticos, como os jianshi chineses, espíritos maus que atacam as pessoas e sugam sua energia vital, ou as deidades coléricas que bebem sangue e aparecem no livro dos mortos tibetanos.
Criação de Vampiros
O interesse nos fantasmas vampiros surgiu na Idade Média, na Europa. Mas o vampirismo só passou a ser transmitido por mordidas recentemente, segundo o folclorista Paul Barber, autor do livro “Vampires, Burial, and Death: Folklore and Reality” (“Vampiros, Sepultamentos e Mortes: Folclore e Realidade”).
Séculos atrás, os vampiros já eram identificados ao nascer por algum sinal extraordinário: um defeito, uma anormalidade. Na Romênia, uma criança nascida com um mamilo extra, ou na Rússia, uma com falta de cartilagem no nariz ou com lábio inferior partido, todas eram suspeitas de vampirismo.
Uma outra crença geral era que, se o bebê nascesse com uma coifa vermelha sobre a cabeça (a membrana amniótica), estaria destinada a retornar dos mortos.
Estas e outras deformidades eram consideradas um “aviso”, e provavelmente muitas crianças que as apresentavam foram mortas imediatamente por precaução. As que sobreviviam tinham que carregar o peso da suspeita pública.
Além disso, superstições e o desconhecimento de como funciona o processo de decomposição de cadáveres também levavam a crenças em vampiros.
Quando uma desgraça atingia uma pessoa, família ou vila, acreditava-se que era causada por um vampiro, alguém que tivesse morrido recentemente, e os túmulos eram abertos e seus mortos examinados.
Nessa de “abrir os caixões”, condições pouco compreendidas, como quando a putrefação era retardada por fatores naturais, ou quando a decomposição dos intestinos forçava sangue para fora da boca do cadáver, eram interpretadas pelos aldeões ignorantes como atividades sobrenaturais. Era preciso então tomar providências para impedir os vampiros de prosseguir fazendo o mal.
Proteção contra vampiros
Sob interpretações modernas, não há outra explicação a não ser de que vampiros têm TOC (transtorno obsessivo compulsivo). As tradições antigas rezam que, se você está sendo perseguido por vampiro, basta jogar uma pitada de sal no caminho, que a criatura só poderia continuar a perseguição depois de contar todos os grãos de sal. Se não tivesse sal, podia ser qualquer coisa em grãozinhos, como alpiste ou areia.
E há também a esquisita regra de etiqueta vampiresca de que eles só podem entrar em uma casa se forem convidados formalmente.
A ideia de usar estacas para prender os cadáveres suspeitos de serem vampiros ao chão parece ter dado origem à crença moderna de cravar a estaca no coração de um para matá-lo.
Também eram usadas a decapitação, o sepultamento (ou re-sepultamento) do cadáver de rosto para o chão, e também encher a boca da cabeça decapitada com alho ou um tijolo.
Vampiros reais
Existem na natureza animais vampiros verdadeiros, incluindo lampreias, sanguessugas e morcegos vampiros. Todos eles se alimentam de sangue, mas não retiram o suficiente para matar a presa. Mas e os vampiros humanos?
Existem algumas pessoas que se identificam como vampiros em algumas subculturas inspiradas no gótico, e alguns até sediam clubes de livros com o tema do vampirismo ou fazem rituais secretos de derramamento de sangue. Há até quem use capas e coloque próteses semelhantes a presas.
Só que beber sangue é problemático. O sangue, para criaturas que não foram feitas para bebê-lo, é tóxico. Ele é muito rico em ferro, e o organismo tem problemas para se livrar do excesso de ferro.
Sendo assim, qualquer um que consumir sangue regularmente está arriscado a desenvolver hemocromatose (overdose de ferro), que por sua vez pode causar muitas doenças e problemas, incluindo danos ao fígado e sistema nervoso.
Seja de que forma for, os vampiros já fazem parte da cultura e folclore humanos por milênios, e parece que não vão desaparecer tão cedo. A menos, é claro, que um apocalipse zumbi liquide com todos eles.
Hypescience.com
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